Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Brian Jones e Kurt Cobain! – apenas cinco dos muitos artistas famosos que morreram aos 27 anos de idade. Em Londres, a mostra fotográfica Forever 27 homenageia esses roqueiros de vidas extravagantes, intensas e breves.
Lembro que lamentei a morte de Kurt Cobain, em 1994 – esperava mesmo ir a um show do Nirvana e comprava todos os álbuns da banda numa época em que eu ainda comprava música. Os outros, já os conheci cada qual com os seus eternos 27 anos. Eu os conheci através da indústria cultural e da mídia, é verdade – mas ainda assim, acreditava neles. Foram-se precocemente, talvez! Mas o que seria deles hoje se continuassem por aí? Possivelmente estariam brigando, como alguns dinossauros do rock, por cada tostão de seus ‘direitos autorais’. Ou transformando a vida em happenings e performances… Como ícones, representam um imaginário e catártico enclave libertário nas mentes consumistas juvenis.

Kurt Cobain devia estar falando sério, então, quando disse que era melhor queimar do que se apagar aos poucos. Morreram jovens, mas são lembrados, ainda que como imagens – afinal, a nossa realidade toda tornou-se se imagem e toda sociedade vive de olhar para imagens de outros que vivem ao seu redor. Morreram, como todos nós morreremos – mas foram o que puderam ser, enquanto a maioria das pessoas adestra-se no hábito de simular que é alguém, para que não se descubra sua condição de ninguém.