
A influência do capital nos governos é tal que já não se governa de forma política, e questões vitais das sociedades contemporâneas se decidem em função de interesses escusos e particulares, e não mais públicos. O Brasil – e o mundo – precisa pensar a corrupção, não só no sentido de subornos e políticos bandidos, mas no âmbito filosófico.
O fato de que políticos atuem em funções públicas em busca de interesses pessoais já não nos surpreende, nem sequer incomoda. Contudo, trata-se de uma situação extremamente irracional. Muitos dos problemas que afligem o mundo – aquecimento global, miséria etc – são originários, ou são agravados, por conta da estupidez dos representantes políticos. Há, a exemplo do Brasil, um ideal democrático vigente, ilustrado através do direito ao voto. Porém, não existe cidadania real.
Por sinal, as eleições municipais se aproximam… em Salvador, infelizmente, percebo o dia do pleito como uma ameaça…