
A Colômbia invadiu as terras do Equador e bombardeou e matou gente das FARC utilizando tecnologias de localização por satélite que só os EUA poderiam oferecer, e também aviões fabricados no Brasil, do mesmo tipo que os americanos proibiram que fossem vendidos à Venezuela, país este que mandou imediatamente suas tropas para a fronteira com a Colômbia prontas, na ocasião, para o embate, este que se foi resolvendo com conversas diplomáticas com intermediação do governo brasileiro que, por sua vez, vem pondo o pé atrás atento a conjuntura política na América Latina e no mundo, assim como os EUA.
Então o governo brasileiro propõe a criação do Conselho Sul-Americano de Defesa – precisamente quando os EUA (que invadiram preventivamente o Iraque) reativam sua IV Frota (encarregada das operações em mares latino-americanos), que havia sido extinta nos anos 50 do século passado.
O tempo está fechando! O Brasil tem água, a Amazônia e recém-descobertas reservas de petróleo significativas. O continente sul-americano como um todo oferece ainda as FARC, o narcotráfico, e um Hugo Chávez olhando feio pra George Bush no recreio. Parece uma ‘área de lazer’. Os EUA, por seu turno, tem a IV Frota de volta, cujo poderio bélico de um único navio ultrapassa largamente as forças militares da maioria dos países por aqui. Tem também Uribe, uma espécie de puxa-saco do fortão da escola.
No tabuleiro, o Brasil vem fazendo lances fortes, na medida do possível. O Exército mantém programas de treinamento de guerrilha na selva, aprendendo com os charles láááá no Vietnã – que derrotaram quem? Os EUA na guerra nunca declarada que fez resultar, além de milhões de mortos, a imagem que ilustra esse post.
O teatro está armado, literalmente. Será que a Kim Phuc tupiniquim sairá bem na foto?