
Fumava um cigarro na janela do meu quarto, segundo andar. Leve brisa e barulho do mar ao longe. Pensamentos. Ouvia say it to me (Glen Hansard). Dei um peteleco no cigarro e um pequeno fragmento de cinza esvoaçou contemplado por meu olhar. O fragmento flutuou percorrendo cerca de cinco metros quase paralelamente a parede. De repente, um vento reverso trouxe de volta o fragmento de cinza – (há um exagero quase insignificante nessa percepção) – à ponta do cigarro seguro entre meus dedos imóveis, e o fragmento passou, quase me fazendo crer que o fez de propósito, pertinho do lugar de onde saíra, e logo se dissipou no ar… Nada mais casual ou indigno de nota! Nada maior!