Abril 8, 2008...8:25 pm

Poema achado

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Cale-se.

é preciso que me ouças.

no dia em que me negaste,

expus minh’alma a todos os ventos, a todos os versos.

desde então não há nada que não me seja nocivo.

que não me enlouqueça.

Todos os infelizes e miseráveis, entre homens e deuses,

tiveram em mim a sua desforra.

No dia em que me negaste a sua cumplicidade,

a cada respirar senti náusea.

não suportei o silêncio,

nem o ruído descabido de meu coração a bater,

irritantemente.

Não suportei a razão.

não suportei sentir ou enxergar.

No dia em que, despretensiosamente, deixou que

minhas lágrimas despencassem no vazio,

eu me mantive submerso.

A cada amanhecer tive uma treva.

A cada chão que piso, um inferno.

Desde que me negaste a sua boca,

tenho, a cada movimento, uma chaga.

A cada pensamento… uma morte.

Fabricio kc, em 18/10/2001, Homenagem à Corja dos Poetas

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