
Em matéria da revista Época, Eliane Brum e Solange Azevedo falam de sites da internet que incentivam adolescentes a cometerem suicídio, abordando o caso do garoto Yoñlu (ou Vinícius Gageiro Marques), gaúcho de 16 anos, que se matou em casa e deixou um precoce legado musical gravado em seu computador. Segundo o psiquiatra Mário Corso, que tratava de Yoñlu, o garoto foi vítima de um ‘crime’, praticado nas ‘ruas escuras da internet’.
O CD, com 23 composições de Yoñlu, será lançado postumamente pela família ainda em fevereiro. A matéria de época soa como um libelo contra a internet. Contudo, cá com meus botões, pergunto se tudo isso é mesmo um drama real ou não passa de marketing contextual para o tal CD – ou o mais provável: AMBOS!
então você acha que falar de alguém que se matou é mercadológico? o cd foi apenas o pretexto temporal, mas o assunto é tão atual quanto o próprio cd. qualquer profissional sério não teria essa intensão insosa e mesquinha. e muito menos a família, que seria a única beneficiária da obra do garoto.
Manfred,
Não acho que falar de alguém que se matou seja necesariamente mercadológico, embora muitas pessoas usem a miséria alheia para fazer sensacionalismo.
Também concordo que profissionais sérios jamais teria tal intenção, tampouco a família. Contudo, a intenção de promover o cd está clara – cabe a cada um entender e encarar como quiser. Acho apenas que, em minha (polêmica) opinião, que beneficiário da obra deveria ser o autor – mas este já não está por aqui…
Não acredito q seria mercadológica a idéia da matéria,porém,não compreendo a atitude dos pais de permitirem o lançamento.
É muito melancólico tudo isso!
Luanna,
Verdade! A matéria é muito densa… renderia 5 posts. rs. E o assunto é sério sim, e melancólico também – afinal Yoñlu era só um garoto!
Contudo, não questiono o lançamento do Cd, mas sim quem vai ganhar com isso, e de que forma… afinal, o autor já não está aqui – seria justo? E se ele quisesse distribuir as músicas gratuitamente? a gente não sabe…
Fabrício,
Não gosto de tomar partido c relação a um assunto tão polêmico,é necessário ter um equilíbrio,mas concordo em partes c vc.
Entrei pra ver uma comunidade do orkut e percebi q já existem garotas venerando esse menino,nunca ouvi suas músicas,tenho curiosidade,porém,acho q seu exemplo pode ser ruim pra adolescentes fracos (isso vai depender muito das letras).
Qdo eu era adolescente,qqer coisa era motivo pra querer me matar,isso pq não era tão problemática qto esse menino,acredito eu.
Adorava ouvir músicas do Legião e aquelas bem depressivas ,sabe?Odeio lembrar disso!
E sendo as letras de suas músicas excelente ou não,depressivas ou não,lembraremos sempre da história triste de quem as escreveu.
Isso sim é melancólico e no meu ponto de vista bastante negativo!
Ganhar dinheiro c isso?Pior ainda…
Há algo estranho nesse site,pq meu email esta aprecendo ?
Tento apagar o email mas aparece denovo…desculpe,não sou acostumada a postar comentários…é a primeira vez.
Pois é Luanna.
Foi isso que chamei de ‘marketing contextual’, ou seja, o CD venderá mais por sua ‘história’ do que por seu conteúdo, independente da qualidade deste. Vender o CD é uma coisa. Explorar o contexto do suicídio do garoto para promover o album é outra, inteiramente questionável para mim.
(se email não aparece não!)
rsrsrsrs
blz…
Li a revista na Época sobre Yoñlu. Muito triste.
Bando de imbecil pensar q é mkt…aposto q nem leram a matéria…em momento algum é explorado isso.
Li a reportagem e gostaria de conhecer as músicas de Yoñlu. Alguém sabe onde encontrar?
Acho o lançamento do CD o ” de menos” nessa história…
O importante é que na internet existem pessoas que o incentivaram a se suicidar e é bom alertar quanto a isso. Vinicius estava em tratamento e poderia ter melhorado se tivesse sido encorajado positivamente para vida e nao para a morte.
A culpa não é da internet, mas a maneira como ela vem sido usada é um alerta para os pais
Li hoje a revista sobre a reportagem e sua dramatização sobre essa historia toda; Achei muito forte todos os comentarios e a pessoa com que ele se envolveu nesses sites que hoje nada é seguro. Internet é um perigo as vezes deixamos os nossos filhos nessa redes; Mal sabemos que tem essa maldade rondando isso é um crime e deve ser investigado.
Tamar e Mary Anne,
Verdade. A internet é um novo e poderoso canal de difusão das potencialidades humanas, seja para o bem ou para o mal. O caso de Yoñlu é muito grave e preocupante, além de triste. O importante é ficar atento sempre e tentar fazer da internet uma coisa útil voltada para o sentido comum.
é que vcs nao viram a reportagem que saio eu vi num sit por ae
emocionante
muito bem escrita!
fala até de um video, que sem maldade nenhuma eu queria ver
mas acho que sumio da net
já procurei MUITO :l
beijo a todos :@
Na minha opinião – toda essa discussão sobre o aspecto mercadológico é válida, porém, não concordo com sua opinião.
Todos nós procuramos em vida fazer coisas que nos torne, de certa maneira, eternos.
Como exemplo o conceber a vida. Ter filhos e gerar continuidade. Um menino de 16 anos, não pôde dar continuidade. Simplesmente parou. Desistiu.
Mas a família quis prosseguir com o trabalho do menino. De certa forma, para eles, é como se ele pudesse ter essa continuidade. Ou seja, mesmo depois da morte, ele não será lembrado por filhos, netos, mas sim por suas composições e seu trabalho incompleto.
De maneira alguma a família do Yoñlu utilizou isso. Acho que a questão não é propagar o cd. E lembrar do filho e de suas qualidades.
Guilherme,
é verdade, não se pode ignorar a importância, para a família, de se preservar a memória do garoto. Além do mais, se ele compôs músicas é porque queria vê-las publicadas. Não questiono isso – questiono, antes, a forma de como tal publicação (lançamento do cd) se desenrola…
Pergunto: em tempos de internet, publicar é necessariamente vender? Preservar a memória do garoto é necessariamente lucrar com ela?
Sr.Fabrício, de onde tu conclui que:
querem lucrar?
que está sendo explorado?
A forma de seu comentário e, principalmente, não comentando o verdadeiro foco da entrevista e da divulgação do CD o sr. não esconde uma certa fraqueza nesse post.
Eis mais um problema da internet que nossos filhos estão expostos: “qualquer um” pensa que é iluminado e diz qualquer coisa como se fosse dono da verdade – e o pior – a qualque custo.
Adler,
POis é… na internet todos temos voz – mesmo que não sejamos especialistas nem iluminados. O importante, num universo como a internet, é saber filtrar conteúdos – qualquer um que não tenha tal capacidade torna-se ‘analfabeto da rede’… (obrigado pela visita e pelo comentário).
Sobre o post, confesso que é ‘insensível’.. eu toquei numa hipótese forte, uma impressão rápida e pessoal que apenas propõe uma discussão quando diz que o drama real não elimina o marketing… ora, quem não quer faturar não vende…
PS: Pensei que isso fosse óbvio, mas pra algumas pessoas não é: o fato de eu ter um blog não me torna ‘dono da verdade’ – ao contrário, pois se qualquer um pode ter um, a ‘verdade’ terá tantas caras quantos blogs existam…
Gostei do último comentário do Fabrício.
Particularmente discordo da opinião dele sobre o lançamento do CD, talvez por ingenuidade ou boa-fé, não acredito na intenção de lucro, mas é um ponto de vista válido. Sórdido e insensível, mas válido.
Felizmente a internet permite uma infinidade de pontos de vista diferentes sobre algum assunto.
Se alguma opinião agride, é só ir para outra página.
Concordo com o Fabricio
porque quem nao quer lucrar nao vende, e publicar pela internet, na minha opiniao, seria a forma mais facil e até mesmo sensata de transformar as musicas do jovem Yonlu em memórias.
PS: Desculpem pela falta de alguns acentos graficos, estou usando um teclado externo ao meu notebook, e esse teclado é meio louco
caara, super horrivel isso, mais eu nao acho que tem possibilidade de pulblicarem isso pra ter lucro, a verdade é que essa históriia é muito triste, e isso não é brincadeira pra usarem como lucrativo …
com toda certeza, yonlu não merecia nada disto. comprei o cd, mas guardo apenas a lembrança. valeu pelo garoto.
fiquei chocada com a reportagem.E mais ainda por saber que o Brasil ainda nao tem uma legislação para crimes ciberneticos.lamentavel.a sensaçço de impunidade que traz a internet e muito ampla,todos tem a sensaçao de ser e poder ser quem quizer e como quizer,ate quando continuara assim essa situação?
Olha os pais do garoto não precisam de dinheiro com certeza, pois são muito bem financeiramente. Acredito que seja mais pelo valor sentimental do legado deixado por vinicius, já que o garoto era tão talentoso, como disseram, não há porque não fazer isso. Quanto ao porque entao não apenas disponibilizar na internet, acho que as coisas se tornam mais reais quanto mais concretas elas conseguem chegar.